domingo, 10 de janeiro de 2010

Dias 7, 8 e 9

Dia 7, o dia permaneceu quase todo com nuvens negras, só mesmo ao cair da noite é que a chuva caiu também.
Dia 8, chuviscou quase todo o dia e quando tal não acontecia, o nevoeiro caía cobrindo a vista.
Dia 9, solinho de manhã, chuvisco a meio da tarde, sol again e por fim chuva…

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dia 6

Dia 6
Sol, sol, sol, sol e sol durante todo o dia. Quentinho como se fosse mesmo Junho.
O mais banal? A minha súbita vontade de andar ao sol no lugar de à sombra. Logo eu que, sem sombras de duvidas, prefiro andar à chuva do que ao sol.
Mas hoje não… quis sentir o quente do sol no rosto… talvez, no fundo, quisesse sentir um toque de alguém.
Se gostei do dia?
Sim. Deu para passar pela baixa da cidade, ver os barcos, isto sim, completa-me o dia… e se completa…
Também comprei três peixinhos que já pairam e dão vida de novo ao aquário.
Fascina-me estar debaixo de água, sim, a ver os peixes, eleva-me para outra dimensão. Tal como ficar a observá-los mesmo estando eles num aquário. Acho que, no fundo, o meu signo até faz sentido.
Dia 6, se Junho for realmente como hoje, ui... que o final da escola e os exames também correm assim, bons tal como o dia de hoje.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia 5

Dia 5…
Isto hoje anda muito vago. Daqueles dias que nem sabemos ao certo como começar algo e ou se começar algo.
Apetece-me escrever, simplesmente, por tópicos e por um ponto final mais rápido.
Choveu, é normal, certo?
Ok…
Suspiro e recomeço: choveu no início da manhã. Mas o tempo manteve-se firme o resto do dia, apesar de, no céu, algumas nuvens negras permanecerem e a aragem fria gelar-nos o corpo.
Depois das nuvens, ou melhor, algumas nuvens, darem folga ao céu deu para ver a costa nítida e o mar a bater-lhe e a voltar em pequenas gostas quase que como cristais.
Que me apeteceu hoje? Enfiar-me na piscina e fazer piscinas durante uma hora, aproveitar os últimos quinze minutos e fazê-las sem respirar. Mergulhar e debaixo de agua fazer piruetas e dar cambalhotas, ir ao fundo e ficar a ver o tecto, debaixo de água, a ver as pessoas a nadar e a ouvir o som mágico das gotas a cair sobre a água.
É tarde, sim, eu sei, mas ainda por aqui ando sem sono algum enquanto ouço o som das ondas a rebentarem talvez num embalar de noite…

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dia 4

Como começou o dia?
Com sol, lá no algo a brilhar, manteve-se toda a manhã o que dificultou um pouco a condução, mas pronto. Nada que não seja ultrapassado. Até a meio da tarde ainda brilhou. Mas subitamente a chuva chegou, fresquinha e forte. Acalmou, mas o vento ainda paira a sobrar a aragem fria, o que proporciona ouvir-se melhor o mar e a forma como as ondas rebentam, algumas com tamanha força que se ouve o som como se estas caíssem de chapa.
Dia 4, mês de Abril… será mesmo assim?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Diálogo #3

- Psst… porque não paras um pouco?
- Sinto-me stressada.
- Reparei, ainda não paraste, limpas isto e aquilo e arrumas aqui e ali e quando paras olhas à volta à procura de algo mais para te ocupares.
- Não, só o fiz porque tinha que fazer.
- Quem é que se mete a lavar a louça já perto da meia-noite?
- Tinha que ficar lavada ou não?
- Não. Que eu sabia, entras depois das 10.
- E? Ia-me levantar muito mais cedo para a lavar?
- Tens que, simplesmente, parar de ligar àquilo que os outros dizem.
- …
- Sabes que é verdade o que digo, tal como sabes que consegues.
- Não estou a dizer nada…
- Achas que não sei porque andas de um lado para o outro a tentar ocupar a cabeça? Achas que não sei que não é apenas stress mas que também te sentes é triste e desmotivada?
- Ok… calma… respira.
- Quando é que vais acreditar que consegues e que não é isto que te limita? Onde anda a miúda que corria e corria e pulava e fazia piscinas sem respirar mesmo quando lhe doía o peito? Hmm? Por onde anda ela? Diz-me que vou lá buscá-la.
- Exacto Zé, doía…
- E, mesmo assim, continuavas, porque sabias que cada vez ia doer menos, que cada vez ia ser mais fácil e, outras vezes, fazias de repisa para contigo própria, porque dizias que não era ele que te comandava, até ao ponto em que foi preciso doer-te ao máximo para pensares que não era ele que te comandava, mas que juntos comandavam um corpo. O teu corpo!
- …
- Olha para mim… olha-me nos olhos e diz que já não acreditas que consegues, diz-me que acreditas naquilo que os outros dizem, diz-me que sentes que não tens resistência para mais.
- Simplesmente, já não tenho a mesma.
- E, no início, quando começaste, tinhas?
- Não. Ok, eu sei que depois acabei por a ter com o passar do tempo.
- Exacto. Tão porque te stressas tanto só porque alguém te diz que não tens resistência e que aquilo que mais queres não é para ti?
- E se tiverem razão? E se não for mesmo para mim?
- À mais de um ano atrás conheci uma miúda. Uma miúda que foi operada, mas que já antes disto era energética…
- Parvo…
- Uma miúda que, mesmo depois de ser operada, continuou a ser energética, ou melhor, acho que até ficou mais energética. Se bem me lembro, tinha duas vezes por semana 90 minutos de educação física, duas vezes por semana uma hora de natação e que ainda se levantava aos domingos de manhã para ir correr mais de uma hora na praia. Ah, para não falar que muitas vezes depois das aulas de educação física e nos tempos livre metia-se ou a jogar basket ou futebol. Sim, também me lembro que lhe doía, mas que, mesmo assim, ela continuava a lutar para que no amanhã houvesse mais resistência.
- O tempo passa e as pessoas mudam.
- Sim, é verdade. Assim como também há gente que se torna cada vez mais casmurra. Quando o fizeres, não estás a fazer pelos outros, quando desistires, não estás a desistir dos outros, mas sim de ti própria.
- Vais-te embora?
- Hoje?
- Sim.
- Não.
- Vais ficar comigo, pelo menos até adormecer?
- Não sei, acho que não mereces.
- Ok…
- VÊS?! Tão, para que foi que andei aqui a falar isto tudo? Hem?
- Ouhts… calma, só acho que tens razão, que talvez não mereça.
- E mesmo assim não pedes para ficar?
- Perguntei-te se ficavas, certo?
- Mas não insistes.
- E tenho?
- Nem sempre, às vezes basta um olhar teu.
- …
- Psst…
- Sim…
- Vou ficar.
- Já percebi que sim.
- Estás a ser fria…
- Não, estou a ser eu própria.
- Ah, pois, sim, claro. Tu própria? Sim, sim… sim… óbvio.
- …
- Uma pena?
- Não… um aconchego de almas?
- Mereces?
- Hmm… mesmo que não mereça, vais embora sem o dar?
- Sabes que não.
- Então posso adormecer nos teus braços?
- Enquanto te sussurro que és teimosa?
- Achas que não sei isto?
- Há tanta coisa que sabes e esqueces que sabes e ou até mesmo fazes que esqueces…
- És-me único, disto não me esqueço.
- És-me… deixa cá vez…
- O teu…
- Pedaço d’alma mais reluzente?
- Sinhe…?
- Sinhe, parvinha.
- Desculpa ser teimosa.
- Acho que deves este pedido de desculpas a ti própria e não a mim.
- …
- Chega cá, anda…
- Aconchego de alma?
- Só se for a noite inteira.
- Toda, toda, toda?
- Até mesmo depois de nos ser dado a dádiva de vermos o dia clarear ainda nos braços um do outro no quentinho dos lençóis.
- Fazes-me feliz…
- E tu a mim… e tu a mim pequenina…





[Boa noite*]

Dia 3

Dia 3, só de manhã é que a chuva abrandou, depois de trovoada, chuva e vento intensos e relâmpagos a entrar até dentro de uma casa.
Manhã quase calma, o sol lá espreitou, mas, mesmo assim, com o vento ainda a soprar forte e o mar a bater no muro, a chuva lá aparecia e desaparecia, mas continuou a dar algum espaço a alguns raios de sol.
À tarde voltou a visitar-nos, mas não tão forte como no decorrer da noite anterior.
Agora, já de noite, chuvisca, lá fora o vento corre frio, pronto a congelar narizinhos e mãos que sem o aconchego das luvas permanecem.
Será que Março será assim ou haverá dias em que a chuva nem passará por perto?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Vou… ou melhor, Vamos!



Eu – Vou chegar a casa, cansada do trabalho. Vou fazer um pequeno e simples jantar, abrir uma garrafa de vinho e tomá-lo enquanto preparo e depois janto.
Tu – Sozinha?
Eu – Sim. Depois vou tomar um banho… um banho longo com água quente a deleitar-me o corpo cansado. Após o banho, vou enrolar-me na tolha e depois, de pegar o violão, deixá-la. Vou sentar-me na cama e tocar…
Tu – E neste momento, posso eu tocar-te à campainha?
Eu – Também vais querer tomar um banhinho?
Tu – E depois tocar eu para ti…? Sim.
Eu – Então abrir-te-ei a porta e, enquanto tomares banho, esperarei por ti junto à cama enrolada num lençol de cetim cinzento.
Tu – Depois do banho vou eu pegar o violão e tocar para ti e, em cada acorde, um pouco de mim…
Eu – Fará minh’alma vibrar… e… e ao sentir tal rubrica abraçar-te-ei.
Tu – E, neste momento, beijar-te-ei e…
Eu e Tu – Entregues a nós mesmo e um ao outro faremos amor…
Tu – E após tal momento…
Eu – Adormeceremos nos braços um do outro num mutuar de almas…

sábado, 2 de janeiro de 2010

Caixinha das memórias #1



Da caixinha das memórias retirei de lá uma música que já não ouvia, pode-se dizer, à uns anitos.
Diga-se de passagem que os olhinhos do Tim Akkerman estão no ponto neste vídeo clip, até despertou-me a vontade de desenhá-los, mas… nop, ando a dar folga ao tema desenho :X

Dia 2

Andei para aqui a postar e quase que me esquecia do dia, ou melhor, o tempo que, supostamente, significará o de Fevereiro, não?
Pelo que reparei de manhãzinha o sol lá espreitou, mas a chuva chegou depois para fazer o seu servicinho, mas lá abrandou e à tarde voltou a vir e a ir e a vir e ir, enfim, por enquanto o tempo está calmo.
O mar chegou a bater aqui no muro e os surfistas lá se fizeram às ondas.
Isto fez-me lembrar da vez em que um sujeito ficou com o parapente preso na figueira e na roldana que temos no quintal. Cá para mim ele deve ter pregado uma forte cacetada na parede, que ui, não deve ter doido pouco, não, mas pronto, lá subi ao muro e ajudei-lhe, enquanto ele apenas me dizia: “ohh…ohh…” ok, já tinha entendido que ele não falava português não sou assim tãoooooooooo naba, mas também não estava ali para conversar, apenas para o ajudar.
Banal, banal mesmo foi a minha expressão hoje enquanto conduzia. Reparei num sujeito a fazer jogging pelo passeio, o que me lembrou que também tenho que recomeçar os meus exercícios apesar de diariamente andar mais do que corro quer na praia quer no calçadão. Mas, naquele instante, o dito sujeito engatou os pés não sei em quê e quase se estampou no chão e a minha expressão foi: “wey caraças!” e fiz um gesto com a mão como se pudesse agarrá-lo ou evitar que caísse. Depois, simplesmente, desatei a rir com a minha figura de parva.
Ao menos ele não caiu :/
Estava agora a fazer zapping e ao passar pela SIC estava a dar a novela Perfeito Coração, onde a personagem Humberto falava, epah, não sei porquê mas a voz dele faz-me lembrar um desenho animado, só não me recordo qual.

Porto de embarcações - É para junto de ti que quero embarcar*



Porto de embarcações - É para junto de ti que quero embarcar*





Daqui a menos de dois mesinhos já o vou poder postar aqui :)

Numa viagem no tempo...















...






05-11-09 BB 01:14
Olha…
Olha como o tempo passou, vês? Sim, eu sei, ‘carpe diem’. Eu cresci, Nós crescemos juntos em cada momento.
Já lá vai mais de um ano e não me consigo desligar das recordações. E mesmo gostando de quem gostei depois de ti, falava-lhe de ti ao qual ele sentiu e uma vez me disse que talvez ele não soubesse fazer-me tão feliz, mas eu fui feliz com ele e, tal como contigo, também crescemos.
Crescemos a cada dia, porque cada dia é um dia.
Ouve…
Ouve o meu coração que ainda palpita mesmo sem a tua mão no meu peito e também eu tenho saudades de encostar a minha cabeça ao teu e ouvi-lo tão acelerado a palpitar.
Vê…
Ou…
Ainda olhas a lua? Ainda vês a estrelinha ao lado dela?
E naquela vez que discutimos, nas noites seguintes ora via a lua ora via a estrela, mas nunca ambas juntas e quando voltei a abraçar-te foi no momento que vi-as novamente juntas.
Sente…
Sente minh’alma pousar sobre as recordações…
Sente os meus olhos a encherem-se de lágrimas e no mesmo instante os mesmos vibrarem num sorriso só por me lembrar da tua voz, do teu sorriso.
God… sinto a tua falta! Sinto falta de partilhar um caderno contigo, de me sentir viva e com vontade de devorar páginas com a escrita e mesmo quando não tinha o caderno escrevia-te cartas. Cartas que agrafaste ao Nosso Livro.
Sabes…
Mudei de casa… quarto diferente, as coisas em sítios diferentes, mas mantive uma coisa…
Em cima da minha mesa-de-cabeceira pousa uma Caravela sobre parte de uma Concha…
E sinto o corpo a estremecer… e engulo um soluço que cai-me da garganta para o peito e sufoca-me não o corpo mas a alma…
Sempre que alguém vê, não vê o significado que tem…
Naquela tarde que foi complicada para estarmos juntos, porque era para eu ir, eu consigo ir e afinal tu já não e de repente a biblioteca vai estar aberta e chego lá e não está, mas tu tinhas dito que estava e que ias lá depois da explicação, certo? As horas passavam, ou melhor, os minutos pareciam horas, eternos e cada pessoa que entrava na biblioteca que acabou por abrir, cada pessoa que entrava eu olhava, mas nunca eras tu. E quando tu chegas… hello? Olhas de ressalto e viraste para a saída e eu: “então?”. Tu voltaste-te e vieste para perto de mim. Sim, lembro-me, não quis cumprimentar-te – ainda estava fria - mas achei piada darmos as mãos por momentos enquanto estudávamos, mas detestei o facto de leres o exercício do tipo: “o Jaquim tem 500 maças e bla bla bla bla que dividiu bla bla bla bla…” tipo, sim? Sim? Eu sei que no fim perguntaste de tinha entendido, mas como ia entender se tu andavas a ler com blas blas no meio e eu nem para me concentrar para ler o exercício? Não, não entendi o exercício e também não me apetecia estudar nem resolver mais problemas porque já tinha feito uns quantos até tu chegares!
Mas aceitei o teu rebuçado PELA PRIMEIRA VEZ! Aceitei sim :$ depois de ofereceres sempre um em ene dias e eu dizer sempre que não, mas como viste, até o papel do rebuçado guardamos no Nosso Livro com direito a data e tudo e o rotulo da garrafa que esgatanhaste com os nervos numa das noites lá no campo. O lenço de papel branco que ainda tem as marcas dos trocos e da corrente da chave que tinhas dentro da algibeira… “Que a nossa amizade nunca seja branca como este lenço de papel, que nunca falte palavras nela…” lembraste? Foi o que te disse. E tu? “epáh, tu até com um lenço de papel branco deixas-me sem palavras?!” ihhhhhhhhhhhhhhhh saudades de te ouvir, dos teus abraços, de caminhar de mão dada contigo mesmo quando chovia, porque normalmente chovia sempre que estávamos juntos e tu até, por fim, perguntavas-me “se hoje ia chover” em vez de “se hoje iria estar contigo”, de ficar a tremer antes e durante os momentos que passamos juntos.
Contigo aprendi a gostar de fado e comigo aprendeste a gostar de andar à chuva e a primeira música de fado que gostei chama-se “Chuva”. A vida falou-nos tanto entre linhas que só com o tempo vamos aprender e conseguir ler tudo o que ela nos tentou dizer…
Ponto um: lembras-te do nosso primeiro abraço? De como estava o tempo? Agora moro praticamente ao lado deste sitio…
Foi à saída do bar da praia, naquela noite chovia e tu: “finalmente o tal abraço!”, foi a noite em que começamos a partilhar o Nosso Livro e ficaste com um bruta sorriso só de leres o acróstico que fiz com o teu nome e a senhora do bar com a cena do Multibanco na mão à espera que metesses o pin e tu só olhavas para o caderno e para mim com um sorriso/ expressão de sei lá… lol :X foi a primeira noite que demos as mãos e andamos abraçadinhos, ainda guardo as fotos que tiramos com a minha maquina “porque apesar de não ser toda xpto como a tua” tinha bateria na altura e a tua não muahah, cabrão, nunca me enviaste as duas fotos que tiraste com a tua, nem aquela foto que estava a comer -.-‘ muito menos aquela ao pé do marco dos correios =/ és mesmo um franguito… piu!
Lembras-te? Lembras-te de me teres dito que querias ver se tinha coragem de te chamar franguito mesmo na cara? E lembras-te do que fiz? De parar a meio do passeio do nada, subir alguns degraus das escadas da entrada do hotel e pedir-te para chegares mais perto e de te chamar de franguito na cara e ainda dizer piu, ali! E calou! Não pia! Não P-I-A! Para veres que eu mesmo pequenina chegava-te à cara para te chamar de franguito – subindo uns 3 degraus das escadas – mas chamei-te ou não chamei? Hem? Ali!
Ponto dois: lembras-te… de como me acalmaste na primeira noite que estivemos no campo juntos? Tremia de nervos e tu seguraste-me na mão e disseste que me acalmavas assim, depois perguntaste se estava melhor ao qual respondi que não; ai entrelaçaste teus dedos nos meus e voltaste a perguntar, mas eu não conseguia deixar de me sentir nervosa por ali estar contigo e ai abraçaste-me… suspiro…
Adoro-te e adorava como me respondias: “também Adoro-te”

A Caravela – o Nosso Barco, em alto mar, numa noite Nossa sem russas nem suecas, só Eu, Tu e um vasto céu repleto de estrelas ao som do mar.
Parte da Concha – a Concha que Contigo partilhei. A qual Tu tens uma parte e Eu a outra e que juntas formam uma e lá dentro guardam o que um dia sentimos um pelo outro…
Guardo-te na alma, porque continuo a achar que o coração é um órgão, tal como sempre te disse.
E sim, eu sei que nunca te dei nem encontraste a chave para abrir-me deste meu mundo, mas mesmo sem a encontrares, deste meu mundo tu fazes e sempre farás parte.






...



De volta à realidade





Como foi ver-te mais de um ano depois?
Foi como ver-te a chegar ao bar da praia como na primeira noite.
Estagnou-se algo em mim, algo que me fez tremer, mas não ter coragem de me chegar junto a ti, até porque tu desvaneceste para não sei onde.
…
saudades… sim, tenho, tenho e volto a ter e nunca permiti não as ter, porque saudades é também sinonimo de que foi bom, mesmo que tudo tenha acabado num vazio, mesmo que ainda ouça mais ene vezes: “eu não entendo o que se passou com vocês os dois.”, nem eu entendo e há vezes que entendo e sei lá…
sim, há noites que adormeço num soluço, são tantas as vezes que uma lágrima desliza-me, são tantas as vezes que passo por onde passamos juntos e de flash vem-me tudo à alma e não me arrependo de ter partilhado contigo tudo o que partilhamos.
Jamais serás passado, jamais sentir-me-ei mal por te ter conhecido. Tu és e serás sempre especial, um pedaço de minh’alma, da miúda que me tornei.
Eu sei que te disse que a ultima carta te escrevi lancei-a ao mar e não te menti… mas tal como uma vez me disseste que o meu computador era um mundo com a minha escrita, também podes acreditar que neste mundo que existe nele há muitas cartas que para ti escrevi, e… em cada uma delas há um pouco de ti… porque tu és um pouco de mim…













Os caminhos são os mesmos e a calçada continua lá, intacta para com os de mais. Mas, os sentimentos renascem diferentes enquanto pela mesma calçada ainda piso. Em cada lugar há e sempre haverá um pouco de ti, em cada esquina um sorriso teu realça-me no pensamento, …, a troca de olhares subordinados ao que viria depois, as baladas da matriz que fazem estremecer tudo o que um dia, entrelaçadas nas mãos, levamos: a Eterna Amizade, enquanto que pela mesma calçada caminhávamos…

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo com um enorme sorriso :)

Antes de mais, Feliz Ano Novo com um enorme sorriso :)

Iniciar o ano levou-me numa viagem ao passado, mais precisamente a uma aula de educação física (E.F.).
A primeira aula de E.F. do ano passado, onde a profe dizia que os doze dias iniciais do ano significavam os doze meses, ou seja, a forma como o tempo seria, que este iria reagir como os primeiros doze dias iniciais daquele ano.
Hoje, dia um, será Janeiro, obvio, o tempo limitou-se a estar com uma aragem fria, mas não tanto desconfortável, chuviscou pela tarde dentro, mas deu para ir caminhar pela praia. Aliás, foi uma combinação excepcional, chuva numa passeio à beira-mar, de certo que há por ai gente que concorda comigo, ou estarei eu enganada? :) deu para ver pessoas a darem o seu primeiro mergulho do ano, como um jovem adulto a despir-se em plena praia e a fazer-se à água, entre outras passagens, e umas tantas outras pessoas como eu a limitar-se a um passeio.
Algo que também reparei foi em alguns caules de flores à beira-mar, onde em algumas apenas restavam poucas pétalas. Terá alguém lá ido ofertar um bouquet ao mar?
Adiante, terminamos a noite com chuva, não me perguntem como estava o tempo pela manhã, só me levantei depois das 12horas :X
Será que o tempo assim significa mesmo que Janeiro será de igual modo?
Espero eu anotar como estará o tempo nos próximos onze dias, a ver se regula mesmo esta ideia.





[Algumas fotos banais do passeio. ]

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um Bom Ano 2010 para todos.

Final de um ano e começo de outro.

2009 ano de mudanças, ano de ene coisas com ene nomes, mas sobre tudo de crescimento, principalmente psicológico.

2010 ano de… ainda nem sabemos ao certo, que seja o que tiver de ser pelo melhor. (pelo menos há que tentar ;) )

Um Bom Ano 2010 para todos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pelo menos por agora...

.


Mala, chaves, casaco. Tranco a porta e sigo.
Chove fortemente, e meros metros depois paro.
Enxergo a poça que espelha o meu rosto enquanto corpo meu sente a chuva cada vez mais intensa.
Fecho os olhos, ergo a cabeça aos céus e sinto cada sopro do vento, cada gota que cai em mim como cristal e desliza-me pelo rosto como lágrima. suspiro…
E do nada sinto… sinto…
Quem sinto eu? Que sinto eu?
Um toque… um toque… sim, um toque. Um suave toque que me acaricia o rosto… uma respiração que se aproxima mais enquanto a minha se acelera… suavemente enquanto baixo um pouco o rosto sinto teus lábios juntos aos meus, um entrelaçar de dedos… suspiro quando teus lábios sobre os meus culminam…
Um toque… um beijo… que surgirá a seguir? Nem me atrevo a abrir os olhos. Contenho-me.
- Como és bela…
É a tua voz? Não, não pode ser, tu nunca farias tal coisa. Nós, …, nós só trocamos meros olhares por instantes, uma, duas, três vezes? Não, quer dizer, sim, sim algumas vezes mais, mas… não… não serás tu, não podes ser tu…
Contenho-me mas o desejo de ter a certeza é mais forte. Não registo e abro os olhos sem saber o que…
- Tu… - Olho-te nos olhos.
Baixo o rosto e subitamente num só toque voltas a erguê-lo. Olhas-me…
- Sempre desejei alcançar os teus lábios. Como és bela… desculpa-me por não me ter contido e te ter beijado, só que… tu, sei lá… a forma como ergues o rosto e sentes a chuva, como as gotas te percorrem… - baixas o rosto.
- Obrigada.
Olhas para mim e sorrio-te timidamente, baixando eu depois o rosto.
- Não o faças.
- O quê? – pergunto-te.
- Não baixes o rosto como se te fechasses dentro de ti mesma.
- É melhor ir… eu… já devo estar atrasada.
- Espera, por favor.
Volto a olhar para ti.
- Tenho mesmo de ir. – Contorno-te e sigo.
Mas, porque tenho eu que ir? Atrasada?! Atrasada para quê? Hum?
Paro subitamente. Fecho os olhos e volto-me. Volto a abri-los e ali estás tu de rosto baixo a olhar a mesma poça onde à momentos antes me reflectia, …, nos reflectia.
Regresso para junto de ti, seguro-te pela mão e sorrio-te. Apetece-me abraçar-te e nem imaginas o quanto. Como posso eu sentir vontade de abraçar alguém com quem só troco meros olhares? Olhos meus parecem fazer transparecer tal questão. Que parva, que estou eu a fazer? Não controlo os meus impulsos? As minhas emoções? Solto-te a mão.
Mas tu aproximas-te.
- Nem eu sei porque o sinto. – E é como se me respondesses à questão inicial.
- Nem eu… - sussurro-te.
- E também apetece abraçar-te.
Ao sorrir questiono-te:
- E lês-me também os pensamentos? – Mordisco o lábio.
- Adoraria. – Respondes-me com um sorriso.
Volto a suspirar e desta vez és tu quem me segura pela mão enquanto te aproximas mais.
Não há impulsos, não há nada mais a conter, por segundos deixo-me levar e sinto o teu corpo junto ao meu. Agora unidos por um abraço. Um abraço cúmplice.
Fecho os olhos e permito-me sentir-te. Permito-te que me sintas tu também.
Uma parte de mim deseja fugir, porquê, para quê, nem eu sei. Mas a parte que de mim resta deseja simplesmente que este momento não termine. Pelo menos por agora, enquanto ainda chove, enquanto aquele charco ainda nos reflecte.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Nosso pequeno grande momento de pausa em plena mutuação...


- Vamos fazer uma pausa. Vem, hoje vamos assistir algo diferente.
- Como por exemplo…?
- Vem. – Seguras-me na mão enquanto me sorris num terno olhar.
- Por onde então?
- Xuh… vem apenas, logo vês e sentes… confia em mim. – Sussurras-me enquanto vendas-me os olhos.
Caminhamos por um longo caminho enquanto passos meus guias. Pouco tempo depois com um suave toque indicas-me que me sente, enquanto que por trás de mim fazes o mesmo, ficando agora de costas junto ao teu peito.
Retiras-me a venda, envolves braços teus à volta do meu corpo e sussurras:
- Que tal?
- Tenho mesmo que te responder?
- Quantas são as vezes que um simples olhar teu indicas-me o que sentes?
- E consegues tu entender todos eles?
- Tento?
- Porque não…?
- Por exemplo, à segundos antes, indicava-me que ficaste radiante para com a vista daqui, acertei?
- Hmm… É obvio que me sinta assim, sabes que gosto de idolatrar pequenos grandes momentos como este.
- E se neste Nosso pequeno grande momento de pausa em plena mutuação te sussurrasse…
- …
- Amo-te.
Suspiro enquanto entrelaço meus dedos nos teus… E ali ficamos, naquele Nosso pequeno grande momento de pausa em plena mutuação, do outro lado do porto a ver grandes embarcações a atracar iluminados por um pôr-do-sol colossal na dúvida de quem seria o primeiro a quebrar aquele silêncio, apesar de o mar de fazer ouvir.
Viro o rosto para ti e num toque suave desenho-te os traços do rosto agora iluminados pela pouca luz do sol que se põe…
Suavemente, toco-te nos lábios contornando-os, aproximamo-nos enquanto olhamos nos olhos um do outro e confinamos o final de tarde mas início de uma vasta noite com um beijo.
Um beijo cúmplice que se faz sentir entre um descolar de lábios e o culminar de sensações… Juntas-me mais a ti e abraças-me… e eu… eu apenas desejo que esta nossa pausa não termine.
Seguro na tua mão, colocando-a entre nós, entrelaçada na minha, bem junto ao palpitar dos nossos corações que, mesmo não passando de um órgão, batem e fazem-se ouvir em plena mutuação.
- Amo-te também. – Sussurro-te enquanto olho-te nos olhos. - Meu pedaço d’alma reluzente.
- Como minh’alma desejava ouvir-te…
- Não basta ouvir-me num palpitar?
- Tua voz quebra não só o silêncio de um vazio como toda a escuridão que possa existe… Um palpitar teu é… é único, mas quando te prenuncias fá-lo com… - olho-te aguardando que concluas. – Eu… Eu amo-te e não o digo apenas porque…
- Xuh… Não justifiques com palavras… deixa-me sentir-te… – Começo a beijar-te suavemente no rosto como se cada beijo meu te sussurrasse o quanto quero-te.
Pouco depois de o sol se pôr, caminhamos agora nós em direcção a algo que nos é desconhecido, mas que numa mutuação de almas iremos descobrir…

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sentada ali...


Sentada ali, inapta para com a situação por nada estar a meu alcance e, sim, é nesta altura que sentes medo e pensas no que podias ter feito para que nada chegasse aquele ponto… porque numa sala de espera de um hospital é assim que te sentes para com quem está lá, do outro lado das portas com sinal de proibido, sentes-te inapto.

E, quando ali permanecia, chegaste tu acompanhado por mais um, acompanhado por ti próprio, pela situação que se seguiu…

Levanto a cabeça, olhas para mim e sorris-me enquanto nasce um cintilar do teu doce olhar.
Mantenho-me seria, não entendo o porquê de tal sorriso e pensamentos meus invocam a razão.
Volto a baixar o rosto enquanto te sentas atrás de mim e começas a falar… a sussurrar por momentos…
Dou por mim a ler o mesmo parágrafo do livro três vezes… fecho, guardo-o e retiro da mala o meu bloco de papel e a caneta. Com isto acabo um desenho que noutra situação havia começado.
Mudas de lugar, para um lugar com maior visibilidade sobre mim, e sinto-te a olhar fixamente, o que me deixa desconfortável.
Olho-te de ressalto e sorris-me uma vez com aquele teu doce olhar.

Está na minha hora de sair, porque o tempo surge e os compromissos chamam-me.
Despeço-me de quem acompanhava, visando que voltaria depois.

Olhamo-nos e o tempo parece destacar-se.
Baixo o rosto e antes de virar o canto entrego-te uma vez mais um olhar… o último olhar.

Sigo o meu rumo, o que ainda há por traçar.
Realizo as tarefas a cumprir, mesmo assim saindo depois do horário, e, tal como prometido, volto ao hospital para ir buscar quem lá deixei.
Nem sequer lá entro, muito menos dou de caras contigo, mas quando a noite adormece comigo nos braços, num sonho reencontro-me contigo.

Num reencontro com situações que a própria razão desconhece.
No sonho ofereceste-me um par de brincos, semelhantes aos que uso. Conversarmos, sorrimos e mais não sei…
Acabando assim por acordar com a impressão que não foi apenas um sonho…
Levanto-me já atrasada para mais um dia que agora enlaça mais uma etapa…
Calço as pantufas e numa delas algo causa-me um desconforto, elevo-a mas nada sai. Volto a calçá-la e o desconforto permanece, por fim coloco a mão dentro dela e retiro de lá um brinco… um brinco que já havia guardado numa caixa.

Coincidências? Certamente que acontecem…

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Divago #1

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Hoje não falamos…
Não nos cruzamos sequer…
Não existiu troca de olhares, muito menos de sorrisos…
Simplesmente, nada.

Suspiro…

Sabes… quando passeio ou até mesmo quando caminho apenas por ter que o fazer, ou quando vou a conduzir… estico a mão como se esta fosse alcançar a tua para caminharmos juntos de mão dada…

Ou até mesmo, quando o faço para apenas sentir algo… o vento ou… sei lá... algo, algo que me eleva no momento, que me faz renascer e ganhar força, uma força que não provem de armas, mas sim de coragem para o que ai vem.

E por mais que passe entre prédios onde por trás das enumeras janelas haja rotina, por mais que o caminho do carro até ao ponto de encontro de mais uma etapa, e ou vice-versa, sejam longos, frios, ventosos e por vezes chuvosos, por mais que as luzes dos carros encadeiem e o passeio seja pequeno de mais para circular, por mais que anoiteça quando este percurso é feito, é neste percurso que me sinto livre, onde os meus pensamentos não têm limites.

…

Hoje, sei que não falamos sequer, mas acordei com a sensação que contigo tinha estado.

Terminei o dia com um cansaço em cima e fiz grande parte do percurso até ao carro inconsciente. Quando dei por mim estava a descer a avenida, um pouco depois avistei o carro e pensei que já estava quase lá, mas não demorou 1 minuto e passei por ele sem me dar conta. Com isto, voltei para trás uns metros e entrei no carro.

Hoje o telemóvel não parava de tocar, mas nenhum foi um toque teu, e dar conta do work foi… sei lá…

Amanhã é um novo dia.

O «amanhã» será sempre um novo dia…


Esperemos que sim… há que acreditar e aguardar para ver e sentir…

'Carpe Diem'

PS: dei por mim a ouvir esta música e a voltar no tempo enquanto pairava sobre as palavras*

domingo, 15 de novembro de 2009

Passo a passo




Há um clarão reluzente no teu olhar
E, enquanto uma noite enevoada cobre a cidade,
Até de olhos fechados a consegues iluminar.
Quando à chuva corres são cristais que te acariciam o rosto,
E com o tempo correm-te lágrimas pela alma de saudades...

Avanças... aceleras o passo... mas a mágoa não passa.

Olhas para o céu e este sorri-te num cintilar de uma estrela,
Mostrando-te que mesmo chorando possuis uma alma reluzente
Reluzente como uma constelação... uma alma quente
Quente como uma noite de Verão... uma alma doce...

Retomas a corrida... o frio esquecido...

Pensamentos enchem-te a mente à velocidade dos teus passos,
Memórias distantes, histórias inacabadas, algumas nem sequer começadas.
Outras a tão poucas pessoas foram contadas
Mas todas elas fazem de ti quem és, o que és
Todas elas contam um pouco de como aqui chegaste

Paras... respiras... de novo em controlo dos teus pensamentos...
O sol começa a brilhar por entre as nuvens
A brisa a acariciar-te o rosto
E sorris... finalmente livre


Feito em parceria com o Alexandre

...




Chove e a única coisa que quero é sacar a bicicleta e fazer-me ao caminho.
Pedalar até não poder mais e deixar-me ir!
Sentir a chuva a bater-me no rosto cada vez mais forte…
Mas faço-o por me sentir bem ou porque fujo de algo?
Tal como quando saio da aula e faço-me à saída sempre a desejar ficar um pouco, apenas um pouco mais, longe disto tudo, daquela multidão, daqueles rostos… e acelero o passo e… de que fujo eu? O carro não sairá do lugar onde o deixei e não há nada para fazer depois… apenas libertar-me daquele (este) sufoco…

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Hoje...


Hoje... Hoje só sinto um medo que me perseguiu o dia todo e ainda nem adormeceu com a noite...


Eu hoje, só sinto um medo... um medo que se arrasta no corpo e me deixa os olhos rasos...


Hoje... [suspiro...]







...PEQUENO VASTO VAZIO...