Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Um ano e três meses - Primeiro Beijo


Hoje, dia 9 fazemos um ano e três meses do nosso primeiro beijo.

Sentia-me nervosa naquele dia, só nos riamos por tudo e por nada e, por incrível que parece, quando demos as mãos pela primeira vez foi mágico... o não querer largar, o largar e do nada voltar da dar...

Naquela noite, sentados juntos ao mar, conversamos algumas horas, vimos fogo de artificio enquanto permanecia nos teus braços (fizeste-me sentir tão segura mesmo sem saber do que um dia partilharíamos).

Quando nos levantamos para ir embora, quando demos o nosso primeiro abraço, tremia por todos os lados e pela primeira vez senti como se tivesse borboletas no estômago...

O teu perfume, o teu cheiro, a nossa respiração mutua, acelerada e nervosa, os teus braços à volta do meu corpo e um soberbo desejo do tempo parar ali por mais alguns segundos.

Depois quando nos despedimos mais adiante e era suposto ir e pronto, algo foi mais forte, se momentos antes por um abraço sentia-me nervosa, naquele momento o meu nervosismo encontrava-se no topo.

Ao não soltarmos as nossas mãos entrelaçadas, o respirar mais acelerado, nem sei como aquilo aconteceu ao certo... Apenas sei que ambos aproximamos-nos e num ápice entrelaçamos os nossos lábios e culminamos o nosso primeiro beijo como se mais nada se passasse ao nosso redor.

TU fazes-me feliz e confesso que nem sempre dou-te o devido e merecido valor que devia dar. Que discuto, que "embirro" com muitas cenas muitas vezes (a maioria delas) sem razão sequer, mas juro-te, eu em nenhum momento deixei de te amar, aliás a cada dia que passa EU AMO-TE cada vez mais.

E é isso que eu quero que guardes sempre contigo, quero que acredites, que sabias e que tenhas sempre um enorme pedaço de minh'alma na tua, porque acredita meu Amor aonde quer que vá, onde quer que esteja TU estarás sempre comigo em minh'alma.

Para todo o sempre, Tua Ursinha*

Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Vavó


Tinhas o sorriso mais lindo que alguma vez vi em alguém, mesmo doente sorrias com um brilho nesses teus olhos perfeitos.

Perdeste um filho na semana passada e oito dias depois partiste também.

Quando deste entrada no hospital senti um aperto no peito, pensei que não te fosses desta vez, não desta vez, ainda não. Há três anos atrás entraste no mesmo hospital muito pior que na segunda-feira passada, saíste de lá, mas desta vez a tua saída foi diferente.

Ontem quando recebi o telefonema e não conseguia ouvir por causa da rede, levantei-me e corri pelo corredor até à garagem, sentia-me arrepiada, tremia.

O tempo não voltara atrás para te ver a sorrir mais uma vez, simplesmente às 9:30 da manhã partiste.

Na segunda-feira à noite quando te vi no hospital tremias tanto, pedi-te a bênção e dei-te um beijinho, mas voltei atrás, segurei-te na mão enquanto te acariciava o rosto e orei a Deus, aos poucos o teu tremer ia diminuindo, quando te dei um beijo na testa e fui para te largar a mão, seguraste-te tão firme na mão como nunca havias segurado antes. Inclinei-me perante ti, ainda com a tua mão a segurar firmemente a minha e sussurrei-te: "vó, Deus não abandona ninguém, acredita", dei-te um beijinho na testa e tu acariciaste-me a minha mão com tua pele quente e suave.

Ontem quando íamos em direcção ao hospital para te acompanharmos para a ermida, quando vimos a berlinda passar, God, que aperto vavó, vontade de chorar, mas aguentei-me. Na ermida, quando foi para levar o teu caixão para dentro, segurei na argola do lado e ajudei, nunca tinha ajudado a levar um caixão, mas mantive-me firme.

Quando abriram o caixão e foram endireitar-te, quando sem querer o teu corpo mexeu-se com o movimento deles, tua mão mexeu-se em direcção à tua boca, vontade de gritar e de te tirar dali senti, mas contive-me, tentei fazer-me entender que só te tinhas mexido porque eles estavam a endireitar-te.

Parecia que dormias. Estavas tão linda, tu és e serás sempre linda :)

Passei a noite a olhar para o relógio, hoje continuei a olhar para o relógio pouco a pouco não desejando que chegasse a hora da despedida. Quando o padre chegou já ninguém tinha forças mas todos tínhamos noção que a hora chegara.

Quando começaram a fechar o teu caixão... nem sei descrever o que sentíamos todos.

Já não mais ver-te, sentir-te, tocar-te, pedir-te a bênção nem ver esse teu sorriso e o teu perfeito olhar, que aperto, dói.

Não me conseguia conter mais...

No cemitério, detesto olhar para aquela cova de terra fria onde tudo é vazio, onde sabemos que não voltaremos a olhar da mesma forma... olhei e ficamos todos ali enquanto faziam descer o teu caixão.

Choros, gritos, prantos, lágrimas, flores, o som da terra a cair sobre a madeira, o cheiro forte da terra pelo ar, a noção de não te ter mais por perto... uma forte dor no coração, a eterna saudade mas sobre tudo a esperança de um dia voltar a ver-te mais bela, mas perfeita do que alguma vez foste.

Jamais voltarei a sentir o cheiro da terra sem me lembrar deste dia, mas quando este sentir, lembrar-me-ei sempre do teu doce sorriso, do teu olhar e do calor da tua mão naquela noite*

Descansa em Paz minha vavó,

Amo-te Linda*

Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

Há dias

Há dias que tenho vontade de fugir
para longe ir, daqui sair.
Há dias que tenho medo de arriscar,
como se o próprio vento me pudesse magoar.

Há dias que apetece-me desistir
mas há outros que o lugar para onde quero ir
é para os teus braços,
onde só te quero sentir.

Hoje não é um dia muito inspirado,
mas por mim serás sempre amado*

Sábado, 2 de Julho de 2011

um filme

[23:33:22] Joao Carreiro: lol

[23:33:34] Joao Carreiro: diz um filme pa sacar

[23:35:06] Cátia Moniz: http://czinom.blogspot.com/2010/03/simplesmente-vontade_21.html

[23:35:10] Cátia Moniz: o filme da nossa vida

[23:35:18] Cátia Moniz: onde tu e eu cresceremos felizes

[23:35:28] Cátia Moniz: onde eu serei tua e tu meu

[23:35:46] Cátia Moniz: onde o final é o inicio de tudo o que um dia criamos juntos

[23:36:00] Cátia Moniz: onde o nosso amor viverá para sempre

[23:36:11] Cátia Moniz: mesmo que morramos velhos, cansados da vida

[23:36:24] Cátia Moniz: mesmo que já nem consigamos falar

[23:36:40] Cátia Moniz: mesmo que voltemos a ser crianças pela segunda vez

[23:36:45] Cátia Moniz: depois de tudo

[23:36:52] Cátia Moniz: um dia uma criança virá

[23:37:00] Cátia Moniz: e depois dela virá outra

[23:37:08] Cátia Moniz: e o nosso amor viverá para sempre

[23:37:13] Cátia Moniz: nos nossos filhos

[23:37:17] Cátia Moniz: que terão filhos

[23:37:28] Cátia Moniz: e os filhos deles terão filhos

[23:37:43] Cátia Moniz: e assim num terno e eterno laço de amor

[23:37:54] Cátia Moniz: viveremos unidos para todo o sempre…

[23:38:25] Cátia Moniz: desculpa, queres um filme?

[23:38:31] Cátia Moniz: posso ver

Simplesmente...

...Abraça-me e deixa-me chorar...





Não me perguntes o porquê, apenas deixa-me assim, quieta.
Quieta, simplesmente, eu própria.
Eu sei que tudo tem uma razão para assim o ser, mas não, hoje não.
Hoje dói, cá dentro minh'alma grita, esbeniga-se, fala e fala e berra e puff... é ela própria, sem máscaras, sem nada, vazia, lotada de nada.

Onde estás tu?
Porque não vens e abraças-me?
Porque me deixaste só, tão só comigo mesma? Ou será que esta razão nunca existiu e eu permaneci este tempo todo assim, assim vazia? Lotada de um nada que outrora foi um tudo?
Por quem me tomas?! Porque não te chegas e abraças-me?

Sinto-me cansada...
Cansada de mim própria, do tudo que é nada e do nada que é tudo.


Vem, abraça-me, deixa-me chorar e não perguntes o porquê.
Simplesmente, hoje não há razão, apenas... apenas algo, o qual não sei definir, simplesmente dói e as lágrimas caiem...

E sou apenas eu própria comigo mesma.

Sábado, 19 de Março de 2011

Simplesmente não...

Simplesmente não consigo parar de chorar...

Domingo, 13 de Março de 2011

Quero-me de volta.

Sempre me incomodou o anoitecer, apesar de a hora do crepúsculo ser a que mais gosto, por outrora o anoitecer assusta-me…

Quando a noite parece longa, quando todos já dormem e permaneço aqui sentada o sofá sozinha com os olhos rasos.

Só faço asneiras, fervo em pouca água, a verdade é esta: fervo em pouca água.

Os olhos ficam-me rasos e faço com que as lágrimas não caiem, mas isto só faz com que cresça uma pressão na minha cabeça.

Quem me dera pagar uma parte da minha vida.

Não! Espera, eu sempre fui a miúda que sempre disse que prefere não apagar o que se passou porque foi tudo o que se passou que me fez crescer again.

Magoo as pessoas que mais amo.

Talvez muitas delas tenham razão e a culpa seja minha pelas coisas más que falam que não vou mencionar.

No fundo não me conheço, no fundo ninguém se conhece.

Zé… a personagem que criei na minha vida com a qual desabafava, a qual sentia sem sequer sentir, com a qual chorava e falava sem sequer ser ouvida.

Sinto a falta disto…

Sinto a falta da praia, de ir para a praia todos os dias, de caminhar e caminhar, de sentir os pés a ficarem gelados enquanto caminhava descalça à beira-mar, saudades de correr à beira-mar debaixo de chuva sem ter medo de ficar constipada…

God!

Quem sou eu?!

Quero-me de volta.

Zé – Depende de ti.

Eu – Eu sei, mas custa… custa tanto… ainda dói tanto cá dentro tanta coisa.

- Depende de ti, sabes bem disto.

- …

- Depende de ti lutar contra o que sentes e dizer que já passou, perdoar faz parte da vida, perdoar também faz parte do crescer.

Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

25/04/10


25/04/10
sai de casa e fui andar para a praia... o sol brilhava lá no alto apesar de ja quase 19horas baterem e apenas tres casais pairavam na praia, um deles deitados na areia a olhar o ceu, outro enroscadinhos sentados e por fim um ultimo a caminhar à beira-mar...
continuei de sapatilhas, shorts e t-shirt... mp3 a tocar e a caminhada à beira-mar ja ia longa quando alguem passou-me ao lado de replao a correr, fez-me lembrar a tua pessoa. porquê? nao sei, apenas fez-me lembrar, o que me despertou a vontade de correr atrás e abraçá-lo do nada, porque fazia-me sentir que eras tu... continuei a caminhada e esse alguem continuou a correr, quando, mais tarde, ergui a cabeça para sentir aqueles ultimos raios de sol a acariciarem-me o rosto, olhei-o de frente, ao qual ele sorriu-me, senti-me parva pela minha subita vontade estupida de querer sentir aqueles raios do sol naquele momento, baixei o rosto e de olhos postos na maré continuei a caminhada...
foste correr à beira-mar ontem e depois deste um mergulho antes de ires embora?
a*


ps: sei que nao eras tu, mas mesmo assim fica aqui um abraço daqueles que sao aconchego d'alma*





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Saudades da praia :/

Quarta-feira, 16 de Junho de 2010

Amo-te

Xuh…
Não digas nada,
Espera!
Sim, espera…
Tenho algo importante para te dizer…
Sim, eu sei que sabes, que o digo todos os dias, que o sussurro junto ao teu ouvido com o calor da minha respiração, mas mesmo assim… mesmo assim quero que o leias aqui.
Tu sabes, sei que sim, tu sentes, eu sinto, NÓS sentimos…

AMO-TE

Sei que há momentos, que há dias em que sou fria, que hoje não te conseguia olhar nos olhos, que desatei a chorar no teu colo e sai assim. Desculpa-me meu amor*
Não, não pretendo desistir de ti, não pretendo desistir de nós.
Porquê?
Porque simplesmente quero e vou fazer-te feliz, porque TU me fazes feliz.
Porque adoro quando deitas a cabeça sobre o meu colo, adoro abraçar-te, olhar-te…
Acho intimo, mas que intimo quando a tua língua roça na minha e sinto o calor da tua mão sobre a minha pela na minha anca. Quando do nada olhamos um para o outro, esquecemos as palavras, suspiramos tão profundo e nos beijamos como se mais nada existisse, tão súbito, tão Nosso :)
Lembras-te daquela fez que te encolheste todo e disseste: “ihhh que geneeeeeeeeeeeee!” que olhei para ti e só me saiu pela boca: “Tão fofinhoooooooooooooooooooooooo!” não menti, foste super fofo, TU és fofo, és lindo.
TU és quem eu amo,
És quem eu quero amar ainda mais
E, sem dúvida, que fazes parte de mim, TU és parte de mim, completas-me.
Quero crescer ainda mais contigo, a teu lado, junto a ti.
Quero partilhar momentos contigo, mais que isto, quero que sejamos o momento, os momentos, juntos.
Abraça-me não num agora, mas sim desde agora e para sempre.

PS: Amo-te João*


Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Naquela noite...


Naquela noite, sim, naquela noite de quinta-feira passada, dia 13 de Maio, naquela noite tive a noção que a frase: “Não te apaixones por mim” já não tinha hipótese qualquer para existir.
Naquela noite, quando estava a ir para o bar para te ver tocar, juro-te que o caminho parecia mais vasto que algum outro que haveria percorrido antes, Tu, só Tu me permanecias no pensamento, no meu pensamento, e cada vez mais apressava o passo tal como cada mais tinha a noção que era tarde para frases ditas alguns dias atrás, eu sentia e sinto-me cada vez apaixonada por ti.
Não te sei explicar o que me ia no pensamento, só desejava chegar a tempo de te ver tocar, a hipótese de te desiludir, de não chegar a tempo, de não estar ali presente tornava o caminho mais longo, senti os olhos rasos por momentos e afirmei para mim mesma que iria chegar a tempo, que iria mesmo e quando lá cheguei… não, não sei explicar, apenas senti que se ficasse permanentemente a olhar para ti não iria parar de ter um sorriso no rosto, minh’alma parecia que transbordava de alegria meu Amor...
Dou comigo a pensar em ti, a rir sozinha feito parva, a andar pela rua com um sorriso…
Não importa se desejamos parar o tempo e este não nos obedece…
Vem, abraça-me enquanto entrelaçamos os dedos das nossas mãos uns nos outros, enquanto ainda o tempo passa depressa e nem temos noção de tal.
O tempo corre connosco, corre como aquilo que sentimos um pelo outro, o tempo correr vivo, corre cheio, cheio de tudo o que sentimos, de vida, de amor, de cumplicidade, a cumplicidade que levamos entrelaçada nos nossos dedos quando damos as mãos, quando nos perdemos no olhar um do outro, quando olho nos teus olhos e vejo o meu reflexo neles, quando sorris, quando nos abraçamos, quando lábios nossos quentes sentem a pele do outro, a pele de um corpo que não cria barreiras, mas que deseja ser levado, infundir-se no outro como se de um só corpo se tratasse… quando tu és tu, quando eu sou eu e mesmo assim tornamo-nos e fazemos parte um do outro.
Quero, desejo e vou fazer-te feliz, mesmo que o tempo ainda corra depressa enquanto nossas línguas se embalam numa longa dança de amor… mesmo que não saibamos explicar o que nos vai na alma… pois o verdadeiro sentimento está ai, quando não sabemos explicar, mas sim senti-lo como se tudo fosse e tivesse a mesma cumplicidade do primeiro beijo…
Um novo começo... uma nova página...

Domingo, 25 de Abril de 2010

Praia...

Não minto quando digo que não gosto quando o dia começa a escurecer, abate-se uma tristeza em mim, e estar em casa num momento desses faz-me sentir a escurecer por dentro como o tempo, como se tudo se retraísse mais e cada vez mais.
Praia, sim, prefiro ir até à praia e ver o dia a ir lá... Porque lá é diferente, enquanto as paredes do meu quarto quase que perdem vida quando o dia está a terminar, o céu lá fora ganha vida e cores únicas...
Ontem quando me sentei por lá parecia que certas fases do passado passassem como trailer, assim de flash e uma voz cá dentro em sussurro perguntou-me: "Porquê preto...?"
Olhos meus ficaram rasos naquele momento e deixei que a brisa os secasse.


...

Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

M e Eu


M e EU no miradouro de Santa Iria, o meu miradouro preferido :)
Só tinha um mesinho nessa foto e que seja dita a verdade, era super fofinha, não era?

Quarta-feira, 31 de Março de 2010

02:43 a incidir pelo Luar


São 02: 43 da manhã… estou sentada no cadeirão junto à janela do meu quarto enroscadinha na minha manta de pólo azul bebe…
Está frio… mas só a vista daqui já me preenche a noite quase num todo.
A lua está grande e redonda no alto céu… o seu reflexo no mar só a torna maior… a luz que transmite faz-me sentir que já é de madrugada.
O som das ondas do mar a rebentar… a praia…
Quem me dera abraçar-te agora… sentar-me no teu colo, neste mesmo cadeirão, junto à janela do meu quarto, deitar a cabeça sobre o teu ombro, enroscar-me nos teus braços, partilhar esta manta contigo e ficar a contemplar contigo o luar…
Quem me dera sentir os teus lábios sobre o meu corpo… o calor da tua respiração… da tua pele junto à minha…
Quem me dera poder amar-te… fazer amor contigo apenas com a luz do luar a incidir sobre os nossos corpos suados do prazer, do desejar de uma noite… a deleitar-nos os traços enquanto nos completávamos… enquanto nossas almas como uma se mutuavam…
Quem me dera…

Terça-feira, 30 de Março de 2010

Às vezes...

Às vezes vou até lá...
Sento-me onde costumavas estar e, por mais estranho que pareça, ainda sinto o teu calor a envolver o meu corpo...
Por mais que me digam que tu não passas do fruto da minha imaginação, eu acredito que ainda comigo estás...

Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Não me perguntes porquê...

Não me perguntes porquê...
Apetece-me tocar violão...
Comecei a compor... e esta musica soa-me diferente...
Tocá-la é quase como desejar ficar nos teus braços durante um tempo indeterminado... ficar a acariciar-te... a sentir-te... há certas notas que soam quase como o desejo de fazer amor...
E, simplesmente, não me perguntes porquê...

Fotos da lua VS momento capturado pela alma

A Lua hoje estava linda...

Tentei capturar numa foto... mas, não saiu lá muito como queria.

Apesar de a máquina não captar o que olhos meus captaram, valeu a pena tentar, valeu a pena o momento guardado n'alma.
só o reflexo dela à beira-mar, já me diz muito...

as minhas pegadas ensopadas pela maré :)

Domingo, 28 de Março de 2010

Aceitas dar um passeio comigo pela praia?




Aceitas dar um passeio comigo pela praia? sim, tu que estás ai deste lado... aceitas? sim? então anda... vem comigo...



à nossa esquerda...












à nossa direita...







Depois de darmos uns passos... vês como ficou o céu?








Sim, já começa a escurecer... sentes frio?


às vezes somos assim, como essas pequenas pedras que vêm e voltam com o mar... às vezes também nós somos levados pelos sentimentos, a senti-los... outras são as pessoas que nos fazem ser assim, levados... trazem-nos como o mar e deixam-nos ali e depois voltam e levam-nos e outras ainda voltam a deixar-nos... mas enquanto as pedrinhas à beira-mar quando vão a marca também vai, nós não, a nós levem-nos, trazem, deixam e as marcas vão ficando...

mas mesmo assim, ainda temos tempo para...



olhar para trás, sorrir e seguir em frente :)

então, gostaste do passeio?

espero por ti para um outro passeio ou nem por isso?

Dançaremos ao som do raiar do dia e romper da noite… (II)

Camisa de noite cinzenta de cetim, que me roça no peito dos pés enquanto caminho sobre a areia húmida da névoa da noite fria… caminho eu, enroscada numa manta de lã pólo macia… tão macia, mas preta como o céu nesta noite…
Não sei onde devo parar nem sequer se isto fará sentido esta noite, se levaremos tudo a perder ou se o mundo apenas começará agora a ser descoberto para e por nós.
Tremo e não sei se por nervos ou por frio… será que valerá a pena? Será que te aproximarás e que te sentirei assim... (?) assim tão perto, o teu toque…
Eu – Estarei eu a… ou… tu… (?) – sinto o calor da tua respiração junto a mim.
Ele – Sim, eu estou aqui…
- Mesmo?
- Sim… duvidas?
- Não.
- Então porque não te viras?
- E se me virar e deixar de te sentir?
- Confia em mim…
- Tenho medo…
- De quê?
- De te perder. E se isto não der certo? E se te fores? E se não… - Envolves os teus braços à volta do meu corpo, fecho e aperto os olhos.
- Abre os olhos…
- Não!
- Abre… - sorris – Confia em mim, como sempre o fizeste… - entrelaças os teus dedos nos meus.
- Não me largas?
- Nop.
- Prometes?
- Sim.
Devagarinho abro os olhos e… não é uma miragem… eu sinto-te, sinto os teus dedos entrelaçados nos meus, a tua mão! Sim… a tua mão, os teus dedos compridos…
- Tens uma mão tão grande e macia… - lanço um sorriso.
- É para te segurar pela mão quando tiveres medo e te acariciar o corpo nas nossas longas noites…
- Como agora?
- Sim. Mas ainda falta algo…
- O quê? – Sinto agora a tua mão a guiar o meu rosto na direcção do teu…
- Isto. – Encostas os teus lábios aos meus… como são quentes os teus lábios…suavemente beijam o meu lábio inferior tal como com a mesma suavidade se descolam. Viro-me para ti num todo.
Agora, os nossos corpos encontram-se juntos, a sentirem-se…conseguimos ouvir o palpitar dos nossos corações quase que em uníssono…os teus braços por dentro da manta envolvem o meu corpo e aproximam-me mais do teu… uma das tuas mãos sobe-me as costas, desliza sobre a minha camisa de cetim, contorna-me a silhueta e pára junto à minha anca… os teus lábios que outrora beijavam os meus, agora contornam os traços do meu rosto… começas a desliza-los sobre o meu pescoço, passo os meus dedos por entre o teu cabelo atrás e com jeito puxo-os… sinto a pele do meu corpo a arrepiar-se, vinco as minhas unhas nas tuas costas e puxo-te mais para mim.
Olhamo-nos, olhos nos olhos… encostas o teu rosto junto ao meu, assim… assim tranquilamente como quem acaricia algo tão singelo… encostamos tanto como descolamos os nossos lábios um do outro, como quem quer e deseja sentir mas teme por tal. Como quem hesita por tal momento mas mesmo assim deseja-o.
Baixo o rosto… penso que talvez ainda não seja e… e sinto a manta deslizar-me um pouco pelo ombro fora… agora a alça da camisa e… sustento a respiração… respiro fundo enquanto sinto o calor dos teus lábios sobre o meu ombro… a tua língua húmida a percorrer-me a pele como se de um único caminho se tratasse até aos meus lábios… e, desta vez, não hesitamos, mas sim deixamo-nos levar.
Agora, quem dança ao som do raiar do dia e romper da noite são as nossas línguas, juntas, húmidas, quentes… quentes sentem o fervor do desejo, da culminação das nossas almas, dos nossos corpos a completarem-se, a sentirem-se.
Abraço-te.
Abraças-me.
Abraçamo-nos, enquanto a lua, ainda no alto céu, nos deleita as formas do corpo e os primeiros raios do sol nos aquecem a alma…

Sábado, 27 de Março de 2010

Dançaremos ao som do raiar do dia e romper da noite…

Ele – Não te mexas…
Eu – Porquê?
- Deixa-me guardar esta imagem…
- Qual imagem?
- A do meu reflexo nos teus olhos…enquanto sinto vontade de te beijar.
- Sabes que não podes.
- Sim, sei… as regras impedem-me de te beijar, mas não de te desejar.
- …
- Desculpa.
- Não tens culpa, acontece.
- Tenho pois, desde o primeiro dia em que fiquei a ver-te da esplanada, a forma como sorrias, como falavas dos reflexos dos óculos e ninguém te entendia… como ficavas ali, sentada do outro lado do porto a ver os barcos a atracarem, ou a escrever, ou a ler, desenhar… desejei ser eu ali, com a cabeça deitada sobre o teu colo em vez dos teus livros, desejei que olhos teus lessem quer o meu olhar quer os meus lábios em vez das meras palavras escritas nos teus livros… desejei que os traços que desenhavas fossem os do meu rosto com os teus dedos… desejei ser a brisa que te elevava os caracóis… os raios do sol que te acariciavam o rosto… o echarpe, o qual te cobria os ombros…
- Porque nunca te aproximaste?
- …
- Porque ias embora sempre no momento em que mais idolatrava no dia?
- Porque tu só me consegues ver com clareza quando ainda é dia…
- E só te sinto à noite…
- Sim…
- Mas mesmo assim, …, mesmo assim não te posso tocar, apenas ver-te, apenas sentir-te… e ainda assim só uma de cada vez, só uma em cada espaço de tempo.
- Eu sei…
- E não entendo o porquê das regras serem ditadas assim.
- Porque no dia em que nossos lábios se entrelaçarem eu…
- Tu desapareces para sempre.
- …
- …
- Não fui eu que as ditei e às vezes…
- Às vezes apetece-te quebrar tudo (?)
- Sim…
- Mas apenas por um momento?
- Achas que não vale a pena sentir-te? Poder abraçar-te enquanto me abraças, poder sussurrar-te enquanto te beijo o quão culminava minh’alma junto à tua por esta oportunidade.
- Achas que vale a pena perderes tudo por um momento?
- Achas que não?
- E se…
- E se…?
- E se arriscássemos ao nascer do dia?
- Quando o dia ainda é noite e ao mesmo tempo dia?
- Sim.
- Hoje?
- Sim, ao nascer do dia…
- Onde?
- À beira-mar… dançaremos ao som do raiar do dia e romper da noite…