quarta-feira, 31 de março de 2010

02:43 a incidir pelo Luar


São 02: 43 da manhã… estou sentada no cadeirão junto à janela do meu quarto enroscadinha na minha manta de pólo azul bebe…
Está frio… mas só a vista daqui já me preenche a noite quase num todo.
A lua está grande e redonda no alto céu… o seu reflexo no mar só a torna maior… a luz que transmite faz-me sentir que já é de madrugada.
O som das ondas do mar a rebentar… a praia…
Quem me dera abraçar-te agora… sentar-me no teu colo, neste mesmo cadeirão, junto à janela do meu quarto, deitar a cabeça sobre o teu ombro, enroscar-me nos teus braços, partilhar esta manta contigo e ficar a contemplar contigo o luar…
Quem me dera sentir os teus lábios sobre o meu corpo… o calor da tua respiração… da tua pele junto à minha…
Quem me dera poder amar-te… fazer amor contigo apenas com a luz do luar a incidir sobre os nossos corpos suados do prazer, do desejar de uma noite… a deleitar-nos os traços enquanto nos completávamos… enquanto nossas almas como uma se mutuavam…
Quem me dera…

terça-feira, 30 de março de 2010

Às vezes...

Às vezes vou até lá...
Sento-me onde costumavas estar e, por mais estranho que pareça, ainda sinto o teu calor a envolver o meu corpo...
Por mais que me digam que tu não passas do fruto da minha imaginação, eu acredito que ainda comigo estás...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Não me perguntes porquê...

Não me perguntes porquê...
Apetece-me tocar violão...
Comecei a compor... e esta musica soa-me diferente...
Tocá-la é quase como desejar ficar nos teus braços durante um tempo indeterminado... ficar a acariciar-te... a sentir-te... há certas notas que soam quase como o desejo de fazer amor...
E, simplesmente, não me perguntes porquê...

Fotos da lua VS momento capturado pela alma

A Lua hoje estava linda...

Tentei capturar numa foto... mas, não saiu lá muito como queria.

Apesar de a máquina não captar o que olhos meus captaram, valeu a pena tentar, valeu a pena o momento guardado n'alma.
só o reflexo dela à beira-mar, já me diz muito...

as minhas pegadas ensopadas pela maré :)

domingo, 28 de março de 2010

Aceitas dar um passeio comigo pela praia?




Aceitas dar um passeio comigo pela praia? sim, tu que estás ai deste lado... aceitas? sim? então anda... vem comigo...



à nossa esquerda...












à nossa direita...







Depois de darmos uns passos... vês como ficou o céu?








Sim, já começa a escurecer... sentes frio?


às vezes somos assim, como essas pequenas pedras que vêm e voltam com o mar... às vezes também nós somos levados pelos sentimentos, a senti-los... outras são as pessoas que nos fazem ser assim, levados... trazem-nos como o mar e deixam-nos ali e depois voltam e levam-nos e outras ainda voltam a deixar-nos... mas enquanto as pedrinhas à beira-mar quando vão a marca também vai, nós não, a nós levem-nos, trazem, deixam e as marcas vão ficando...

mas mesmo assim, ainda temos tempo para...



olhar para trás, sorrir e seguir em frente :)

então, gostaste do passeio?

espero por ti para um outro passeio ou nem por isso?

Dançaremos ao som do raiar do dia e romper da noite… (II)

Camisa de noite cinzenta de cetim, que me roça no peito dos pés enquanto caminho sobre a areia húmida da névoa da noite fria… caminho eu, enroscada numa manta de lã pólo macia… tão macia, mas preta como o céu nesta noite…
Não sei onde devo parar nem sequer se isto fará sentido esta noite, se levaremos tudo a perder ou se o mundo apenas começará agora a ser descoberto para e por nós.
Tremo e não sei se por nervos ou por frio… será que valerá a pena? Será que te aproximarás e que te sentirei assim... (?) assim tão perto, o teu toque…
Eu – Estarei eu a… ou… tu… (?) – sinto o calor da tua respiração junto a mim.
Ele – Sim, eu estou aqui…
- Mesmo?
- Sim… duvidas?
- Não.
- Então porque não te viras?
- E se me virar e deixar de te sentir?
- Confia em mim…
- Tenho medo…
- De quê?
- De te perder. E se isto não der certo? E se te fores? E se não… - Envolves os teus braços à volta do meu corpo, fecho e aperto os olhos.
- Abre os olhos…
- Não!
- Abre… - sorris – Confia em mim, como sempre o fizeste… - entrelaças os teus dedos nos meus.
- Não me largas?
- Nop.
- Prometes?
- Sim.
Devagarinho abro os olhos e… não é uma miragem… eu sinto-te, sinto os teus dedos entrelaçados nos meus, a tua mão! Sim… a tua mão, os teus dedos compridos…
- Tens uma mão tão grande e macia… - lanço um sorriso.
- É para te segurar pela mão quando tiveres medo e te acariciar o corpo nas nossas longas noites…
- Como agora?
- Sim. Mas ainda falta algo…
- O quê? – Sinto agora a tua mão a guiar o meu rosto na direcção do teu…
- Isto. – Encostas os teus lábios aos meus… como são quentes os teus lábios…suavemente beijam o meu lábio inferior tal como com a mesma suavidade se descolam. Viro-me para ti num todo.
Agora, os nossos corpos encontram-se juntos, a sentirem-se…conseguimos ouvir o palpitar dos nossos corações quase que em uníssono…os teus braços por dentro da manta envolvem o meu corpo e aproximam-me mais do teu… uma das tuas mãos sobe-me as costas, desliza sobre a minha camisa de cetim, contorna-me a silhueta e pára junto à minha anca… os teus lábios que outrora beijavam os meus, agora contornam os traços do meu rosto… começas a desliza-los sobre o meu pescoço, passo os meus dedos por entre o teu cabelo atrás e com jeito puxo-os… sinto a pele do meu corpo a arrepiar-se, vinco as minhas unhas nas tuas costas e puxo-te mais para mim.
Olhamo-nos, olhos nos olhos… encostas o teu rosto junto ao meu, assim… assim tranquilamente como quem acaricia algo tão singelo… encostamos tanto como descolamos os nossos lábios um do outro, como quem quer e deseja sentir mas teme por tal. Como quem hesita por tal momento mas mesmo assim deseja-o.
Baixo o rosto… penso que talvez ainda não seja e… e sinto a manta deslizar-me um pouco pelo ombro fora… agora a alça da camisa e… sustento a respiração… respiro fundo enquanto sinto o calor dos teus lábios sobre o meu ombro… a tua língua húmida a percorrer-me a pele como se de um único caminho se tratasse até aos meus lábios… e, desta vez, não hesitamos, mas sim deixamo-nos levar.
Agora, quem dança ao som do raiar do dia e romper da noite são as nossas línguas, juntas, húmidas, quentes… quentes sentem o fervor do desejo, da culminação das nossas almas, dos nossos corpos a completarem-se, a sentirem-se.
Abraço-te.
Abraças-me.
Abraçamo-nos, enquanto a lua, ainda no alto céu, nos deleita as formas do corpo e os primeiros raios do sol nos aquecem a alma…

sábado, 27 de março de 2010

Dançaremos ao som do raiar do dia e romper da noite…

Ele – Não te mexas…
Eu – Porquê?
- Deixa-me guardar esta imagem…
- Qual imagem?
- A do meu reflexo nos teus olhos…enquanto sinto vontade de te beijar.
- Sabes que não podes.
- Sim, sei… as regras impedem-me de te beijar, mas não de te desejar.
- …
- Desculpa.
- Não tens culpa, acontece.
- Tenho pois, desde o primeiro dia em que fiquei a ver-te da esplanada, a forma como sorrias, como falavas dos reflexos dos óculos e ninguém te entendia… como ficavas ali, sentada do outro lado do porto a ver os barcos a atracarem, ou a escrever, ou a ler, desenhar… desejei ser eu ali, com a cabeça deitada sobre o teu colo em vez dos teus livros, desejei que olhos teus lessem quer o meu olhar quer os meus lábios em vez das meras palavras escritas nos teus livros… desejei que os traços que desenhavas fossem os do meu rosto com os teus dedos… desejei ser a brisa que te elevava os caracóis… os raios do sol que te acariciavam o rosto… o echarpe, o qual te cobria os ombros…
- Porque nunca te aproximaste?
- …
- Porque ias embora sempre no momento em que mais idolatrava no dia?
- Porque tu só me consegues ver com clareza quando ainda é dia…
- E só te sinto à noite…
- Sim…
- Mas mesmo assim, …, mesmo assim não te posso tocar, apenas ver-te, apenas sentir-te… e ainda assim só uma de cada vez, só uma em cada espaço de tempo.
- Eu sei…
- E não entendo o porquê das regras serem ditadas assim.
- Porque no dia em que nossos lábios se entrelaçarem eu…
- Tu desapareces para sempre.
- …
- …
- Não fui eu que as ditei e às vezes…
- Às vezes apetece-te quebrar tudo (?)
- Sim…
- Mas apenas por um momento?
- Achas que não vale a pena sentir-te? Poder abraçar-te enquanto me abraças, poder sussurrar-te enquanto te beijo o quão culminava minh’alma junto à tua por esta oportunidade.
- Achas que vale a pena perderes tudo por um momento?
- Achas que não?
- E se…
- E se…?
- E se arriscássemos ao nascer do dia?
- Quando o dia ainda é noite e ao mesmo tempo dia?
- Sim.
- Hoje?
- Sim, ao nascer do dia…
- Onde?
- À beira-mar… dançaremos ao som do raiar do dia e romper da noite…

quinta-feira, 25 de março de 2010

can you hear me?

...can you hear me...
Não, não sei se pertence a alguma musica, simplesmente, acordei com esta frase na cabeça e deu-me para cantar... já dizia vavô Manel Jaquim: "Quem canta seus males espanta." será?
E tu, can you hear me?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Perfeita imperfeição de mistura unificada...

Ele -Estás ai?
Eu -Estou... claro que estou. Só que quando começo a ler algo é como se não tivesse com a alma no corpo, mas sim no que estou a ler.
Ela, simplesmente, esvazia-se nas palavras que em olhos meus passam a ser lidas, é como se nem de bússola precisasse mais para se guiar, como as palavras, aquelas palavras que são escritas também com alma, encontrassem agora o rumo certo, é como se essas palavras fossem as baias direccionais de corrumes incógnitos causados pelo tempo que outrora nem destino possuía.
Palavras que bailam em desassossego de um sossego completamente quase mutilado de perfeita imperfeição, numa mistura de sentimentos oposto que designam o que os une, o que os unifica num só gesto, numa só frase, num só momento, numa só tempo!
Como se o amanhã quase acabasse por chegar do ontem que agora é hoje e esse mesmo hoje que já não é mais um presente, mas sim um passado quase futuro.
Aquele tempo que é uma perfeita imperfeição de misturas contrarias ao que sonham ser sendo-o.
Aquela mistura de palavras que soam com as notas que acabam de acabar por soar nesse mesmo tempo, nesse mesmo momento, nessa mesma frase, nesse mesmo gesto…
Que se esgotem como o ar que enche e esvazia os pulmões mas que não tarda por repetir o mesmo percurso quase como uma rota, uma perfeita rotina que já de ser sempre a mesma fazemo-lo inconscientemente conscientes de que é isso que precisamos de continuar a fazer, mesmo que seja conscientemente inconscientes, e é isso que ninguém nos ensina a fazer porque nascemos a saber fazê-lo, tal como ver, sentir… Quantas são as coisas que ninguém nos ensina, mas que nascemos já sabendo-as, que viram rotina e acabamos por não as sentir mesmo sentindo-as, mesmo fazendo-as, mesmo, assim… vivendo-as e quase reaprendendo-as sendo ensinados por este Ninguém que chamamos: Vida (?)


Escrito ao som de: Explosions in the sky - Memorial [ http://www.youtube.com/watch?v=mJapaqTRXb8&feature=related ]

Olhar cristalino...

Olhar cristalino…
Minha fonte de inspiração
Que a cada momento…
Preenche-me o coração.

Teu corpo um dia
Anseio abraçar…
Nossas almas por um ápice
Desejo mutuar…
Enquanto num instante
Teus lábios beijar
E, na mais profunda escuridão
Ser iluminada pelo teu olhar.

Quero…
Na mais pálida noite
Em teus braços permanecer…
No mais reluzente dia
Em teus braços esquecer
Que um dia longe de ti
Clamei em vão aos céus
O desejo de te ter.

Desejo este que, ate agora,
Me foi proibido de alcançar
Por a distância existir
A nos separar…

Invoco anjos,
E em plena noite cantos
De estrelas resplandecentes
Que me demonstram
E me vêm cantar à alma
Que tu ainda permaneces impetuoso
Aguardando o dia deste desejo ardente
Que me faz suspirar a cada momento
Pelo futuro próximo,
Mas ainda longe do presente.



(Escrito à dois anos)

Ouvi dizer que hoje...

Ouvi dizer que hoje virias ter comigo.
Que ficarias a meu lado até adormecer
E que adormeceria…
No teu peito sentindo o teu calor…
Sentir que estás perto,
Que me tocas mesmo sem eu saber.
Poder tocar-te, agarrar-te, ter-te
E nunca mais perder-te.
Sentir o teu cheiro a envolver-me,
O calor da tua respiração…
Sentir-te, é o que mais quero.
Sentir essa invasão
A preencher meu pobre coração.
Olhar-te nos olhos
E saber que és real
Que este amor é mais que fatal
E apesar de passar
A vida a sonhar contigo…
Saber que, afinal, és mais que uma ilusão…



(Escrito à 3 anos e tal atrás)

Porque me apetece.


Ele – Han?! Porque vais tirar foto agora a isto?!
Eu – Porque me apetece e, na minha opinião, já é uma boa razão.

Amarelo


Zé - Wey, onde está a minha miúda?
Eu - Queres que dispa a blusa de cima e fique só com a de baixo?
- Não, – puxas-me pela anca – as cores ficam-te bem… e isto significa que ouviste a minha pergunta de ontem.
- Se haveria algum dia em que não vestiria preto?
- Sim… sem contar com as sapatilhas que, na maioria das vezes, contêm a cor amarela, mesmo que o preto seja a cor que as domina mais.
- Ao menos há outra cor… - sorris para mim.

Foco-te

Foco-te e volto a focar-te uma e outra e outra vez mais.
Primeiro o corpo, o teu corpo num todo,
Depois os teus olhos, a menina dos teus olhos, o meu reflexo neles,
Em seguida os teus lábios e, por fim, no entrelaçar destes com os meus, foco-te a alma.
A alma não num simples querer, mas sim num querer por desejo.
Foco-te e volto a focar-te, desta vez junto a mim, corpo com corpo, pele na pele, sem armas, sem escudos, sem máscara.
Alma com alma assim… assim em uníssono entre dois corações como se de um apenas se tratasse, como se o mesmo sangue bombeassem.
Assim, assim no mesmo toque, no mesmo sussurrar de que a vida pode ser diferente, ainda assim diferente, ainda mais sentida…
Foco-te enquanto foco-me no reflexo do teu olhar sobre o meu…

C. e Snow (II)

C. e Snow

Snow – Há quanto tempo adormeces assim?
Eu – Assim como?
- Com dores de cabeça…
- Há mais de um mês.
- Achas isto normal?
- Define normal.
- Porque raio achas que adormeces assim?
- Sei lá… porque penso de mais? (risos)
- Também, mas talvez também pensas em coisas que não devias.
- Tais como…?
- Em coisas que não valem a pena o nosso pensamento. Tu sabes quais.
- …
- Ouve, há coisas que não valem a pena. Há coisas que temos que desligar de uma só vez. Deixar ir… simplesmente, ir. Aprender com o que se passou e deixar ir, em vez de deixar que te magoem…
- …
- Mas tu não te lembras do que lhe disseste há pouco?
-…
- Sim! Disseste-lhe que aquilo era triste, ele não ligou meia, disseste-lhe que há coisas que só dependem de nós próprios. Oh pequenota, tu ouve-te. O que te digo não é nada de novo, não é nada que tu não saibas.
- …
- Tens que erguer esta cabeça e marcar a tua presença aqui! Tens que reagir e desligar-te das coisas que te magoa. Não deixes que os outros te façam pensar que és negra por dentro, porque não o és! Ouviste-me?!
- Ouvi…
- Com ouvidos de ouvir mesmo ou como é que foi? Hem?
- Com ouvidos de ouvir mesmo. (risos)
- VÊS?! Ficas melhor a sorrir, muitooooo melhor. Vá, agora não faças essa cara triste outra vez. Se te apetecer chorar estou aqui, tens o meu ombro amigo.
- Um grande ombro, não?
- Muito. Tal como as coisas que existem neste mundo e dentro de ti. Também são vastas e fortes, tens que acreditar.
- E são fofinhas como tu?
- Ehhhh, são menos que eu. Tu sabes que eu sou super fofinho. Já viste o meu pêlo? Já? Não é tão fofinho?
- É sim.
- Por falar nisto, tenho que ir visitar o P.
- Isto quer dizer que vais embora?
- Não. Nada disto, tenho que ir visitá-lo, preciso também que ele me arranje o pêlo. Sabes, ele tem umas mãos jeitosaaaaas.
- …Sim?
- Sim! Como é que achas que tenho um pêlo assim tão bem cuidado? É graças a ele. Só a paciência que aquele puto tem, nem imaginas. Gosto mesmo é de meter-me com ele, isto é que dá gosto a um urso como eu.
- Coitado.
- Coitado?! Coitado de mim, quando sou eu que tenho que lavar a loiça.
- Oh, mas se comes, também tens que limpar e, na minha opinião, é bom dividir o trabalho.
- Oh, mas eu bem que podia só enxugar e arrumar a louça. Aquilo basta um bafo meu e a louça fica toda seca rapidamente! É que é mesmo num instante!
- Oh, mas era o mesmo que nada depois… (interrompe-me ele)
- Também vais dizer que não vale a pena enxugar-lha assim?!
- Sim, não vês que a louça assim fica… (interrompe-me ele outra vez)
- Com um bafo a peixe de morrer, não é?! Já sei… é o que o P diz também.
- Oh, mas lavar a louça não é assim tão mau.
- Para ti não que não tens que molhar as patinhas. E além disto, aquele detergente da louça dá-me cabo do pêlo.
- Deixa lá, que cá em casa lavo eu.
- E queres que a enxugue?
- Não, deixa estar, como lavo com a água quentinha já me facilita o trabalho, mas sempre podes arrumar.
- Então está combinado, eu arrumo. Depois podemos ver um filme?
- Claro. Qual é que te apetece ver?
- “The Time Traveler's Wife”, pode ser?
- Sim, óptima escolha. Fazes as pipocas enquanto lavo e enxugo a louça?
- É para já. E se ligar ao P para ele vir ver connosco? Assim trazia o Flokinho também. Vais ver que vais gostar do Flokinho. Ai que aquele pequenote quando crescer vai ser uma estrela como eu no filme, ora se vai!

terça-feira, 23 de março de 2010

Olhei, segurei e abri-o

Olhei para o meu lado e lá encontrava-se o livro a espreitar-me da mala…

Segurei-lhe nas mãos, abri-o numa página qualquer e li a primeira frase…



“- A ele também fazes falta.”



(Livro: Os Cadernos de Dom Rigoberto, de Mário Vargas Llosa, pág. 139)



A quem faço eu falta? Ah, não, aquilo não era para mim, certamente, era de e para alguma personagem do livro :)

E se...

E se me pudesses perguntar algo, o que perguntarias?


http://www.formspring.me/czinom

Como se responde (?)

(há um mês atrás…)

Ela – Porque é que usas sempre essa cor?
Eu - …



…

Como se responde algo a uma criança de 8/9 anos, se nem a nós próprios conseguimos responder?

segunda-feira, 22 de março de 2010

C. e Snow


Eu sabia!
Eu sabia, sempre tive um jeito para o desenho, entao com a ajuda do Snow :D
Ficou lindooooo
(no desenho: eu e o Snow)

Pergunto-me

Pergunto-me…

Pergunto-me pela essência dos teus lábios

Pergunto-me qual o sabor dos teus beijos

Pergunto-me o quão serão quentes e macios os teus lábios

Se algum dia, as nossas línguas juntas dançaram num terno embalar de sentimentos

Pergunto-me se tu existes mesmo ou se és uma ilusão que desejo alcançar

Pergunto-me quantas serão as vezes em que em ti vou pensar e desejar não pensar, não me sentir baralhada, não sentir medo de te desejar… de te sentir.

Pergunto-me se tu, sim tu, se tu por momentos me podes abraçar… assim… junto ao teu peito, segurar-me firme nos teus braços e fazer-me sentir que tudo isto, simplesmente, acabou de começar.